segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Em 2001 a nostalgia de 80 era assim...

Os Ladytron foram provavelmente a principal revelação electropop de 2001, ano em que outro projecto da mesma área conheceu idêntico protagonismo e recolhecimento, os Zoot Woman (post de 27 de Março). Com influências directas de Kraftwerk e The Human League, entre outros, conseguiram cada um à sua maneira fazer diferentes interpretações das electrónicas de finais de 70, inícios de 80. Enquanto os Zoot Woman seguiram um caminho mais fácil, com uma sonoridade menos reiventada e mais acessível, os Ladytron aventuraram-se por caminhos mais experimentalistas. Os primeiros vendiam uma imagem electro-chique, os segundos eram dos estilo electro-freak.
Os Ladytron formaram-se em 1998 e estabeleceram-se em Liverpool depois do grupo ficar completo. A génese do projecto foram os músicos Daniel Hunt e Reuben Wu (ambos ingleses) que, depois de uma estadia pelo Japão como DJs, viajaram pelo mundo onde acabariam por conhecer na Bulgária a vocalista Mira Aroyo. Pouco tempo depois a escocesa Helen Marnie (segunda vocalista e teclista) tornava-se no quarto elemento do grupo. O primeiro single foi He Took Her to a Movie que viria a fazer parte do álbum de estreia 604, fortemente aclamado pela crítica. Mas a sorte grande dos Ladytron estava reservada para Playgirl, tema que os consagrou e deu a conhecer a um público mais vasto. Depois de 2001 os Ladytron editaram ainda mais dois álbuns de originais (Light & Magic e Witching Hour) e dois de remisturas (Softcore Jukebox e Extended Play), sem que de nenhum destes tivesse resultado um single tão marcante como Playgirl. Vale a pena recordar...

2 comentários:

André Faria disse...

Grande projecto. Assim como Client...

O Astronauta disse...

Excelente disco este e os que se seguiram.
Cheers!